É como se a prática estivesse desafiando a teoria, o tempo todo. No meio de uma polifonia contagiante, no Fórum discutiram-se questões polêmicas, principalmente a continuidade das ações em processo, a sustentabilidade dos pontos e as políticas na área da cultura. Na Teia de 2007, em BH, foram definidos 25 Grupos de Trabalho, na tentativa de contemplar a diversidade dos Pontos de Cultura. É enorme o desejo de maior articulação das redes, e é visível o árduo, mas também alegre o caminho de muita gente na busca de um trabalho colaborativo.
As singularidades gritam, é um privilégio chegar a ação em meio a tanta necessidade, tanta pobreza e desigualdade nesse país. As fagulhas de entusiamo e de liberdade movem a busca pela ação coletiva, na imensa pluralidade da ação política. Momentos raros, e temos muito trabalho...
Mas, como diz Arendt, o nosso discernimento não pode ser escravo das nossas necessidades. Célio Turino, Secretário de Cultura do MINC, o cara de chapéu numa das fotos abaixo com o grupo, disse que temos hoje uma fresta no Estado, que nunca financiou tantas e diferentes manifestações culturais em toda a história brasileira. Será? Talvez, acho que é por aí. A PEC 150, por exemplo, é a proposta de emenda à Constituição que vincula 2% do orçamento federal, 1,5% do orçamento estadual e 1% do orçamento do municípios para a Cultura. Ainda é muito pouco né? mas não temos nem isso... é uma das inúmeras propostas. bjs, Carla
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2 comentários:
As coisas caminham devagar, os processos são lentos e envolvem tensões...caminhar por e entre eles, tentando sempre não cair na armadilha da dicotomização "teoria-prática" pode ser um caminho frutífero.
Tenho acompanhado com muita curiosidade e intensa adminração os movimentos da equipe do ponto de cultura. Contem comigo!
abraço
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